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O ‘novo normal’ é mais ansioso

A pandemia de Covid-19 teve como efeitos a modificação no curso econômico e social da atualidade, mas acabou, também, por refletir na saúde mental das populações

Higienização das compras quando se chegava em casa, aulas virtuais dia sim outro também, distanciamento social nas ruas, isolamento completo de familiares mais velhos, máscaras e álcool-gel. A lista de protocolos durante a pandemia de Covid-19 alterou significativamente o modo de vida individual e também deu novas nuances à sociabilidade. Além da alteração drástica da rotina, foi necessário conviver com o luto de familiares, amigos, conhecidos ou apenas desconhecidos, que aumentavam de maneira bastante triste estatísticas terríveis. 

Ao longo da pandemia, a saúde mental virou foco. O objetivo era criar condições de viver melhor diante de um quadro bastante ansioso. Passada a fase mais grave da pandemia, os efeitos da crise deflagrada pela Covid-19 ainda estão presentes na vida das pessoas. Buscamos mapear alguns estudos que associaram consequências da pandemia à saúde mental. Confira alguns resultados:

Mulheres trabalhadoras mais impactadas

Estudo desenvolvido na Universidade Federal de Santa Catarina mapeou a “Prevalência de sintomas de depressão e ansiedade em trabalhadores durante a pandemia da Covid-19”. Os dados reforçam que profissionais do sexo feminino que desempenheram atividades laborais durante a pandemia da Covid-19, no Brasil, apresentaram prevalência de sintomas de ansiedade e de depressão, quando comparadas aos do sexo masculino.

A causa para essa incidência maior de sintomas depressivos e de ansiedade em mulheres envolve diversos fatores, perpassando questões ocupacionais, como o fato de mulheres estarem mais expostas a riscos advindos da interação com outras pessoas, entre outros indicadores (Guilland, R. et al.)

Emoções à flor da pele

Pesquisa implementada pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), investigando a comunidade acadêmica da Instituição, demonstrou que  a pandemia refletiu em aumento de sentimentos como impotência, angústia, medo de perder familiares, amigos ou conhecidos, irritabilidade e tristeza. O estudo destaca a necessidade de instituir protocolos de intervenção psicológica na pandemia (Ribeiro, L. da S. et al.)

Adolescentes sofrem também

Em uma sistematização de outras pesquisas, um estudo desenvolvido no interior de São Paulo, intitulado “A saúde do adolescente em tempos da COVID-19” verificou que a pandemia e as medidas sanitárias foram associadas a problemas de saúde mental em adolescentes. O trabalho pontuou que os adolescentes vivenciaram de forma negativa as medidas de distanciamento social e o fechamento das escolas, o que representou maior ocorrência de violências ou comportamentos agressivos no contexto doméstico. De modo amplo, os resultados da pesquisa sugerem que a situação de pandemia pode ser considerada um determinante e afeta diferentes dimensões da vida dos adolescentes (Oliveira, W. A. de et al).

Pós-pandemia: foco no trabalho psicológico

Por trás dos estudos e números, o que fica evidente é que a pandemia modificou não só a rotina, mas o modo como sentimos o dia a dia. Isso impactou, especialmente, na ansiedade, muito embora, sintomas depressivos também se sobressaiam. Pensar na saúde mental é importante nesse cenário de retorno à vida sem isolamento – o novo normal. A psicoterapia pode auxiliar nesse momento de retomada. Para saber mais sobre Psicoterapia acesse o link.

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