Mencionado pela primeira vez no início da década de 1980 pelo psicanalista Herbert J. Freudenberger, a Síndrome de Burnout se transformou num problema sério na atualidade
Queimar por completo, reduzir-se às cinzas, esgotar! “Burn out”, quando traduzido do inglês, permite uma série de associações com terminologias do português. Em todas elas, perpassa o sentimento de etapas sucessivas que levam algo ser consumido pelo fogo ou por outra situação que gera um aniquilamento.
Provavelmente pela relação com processo e etapas que o psicanalista Herbert J. Freudenberger, nascido em Frankfurt, mas que fez carreira nos Estados Unidos, tenha atribuído a terminologia “burnout” a um tipo de estresse que ensaiava seus princípios sinais nos anos 1970. A síndrome foi devidamente anunciada por ele, em 1980, na obra “Burn Out: The High Cost of High Achievement” (numa tradução direta, “Esgotamento: o alto custo da alta realização”).
Freudenberger foi o primeiro a perceber uma comportamento emocional nos ambientes organizacionais que levava os profissionais a uma forma de esgotamento, a um estresse com características específicas. Atualmente, colocada na Classificação Internacional de Doenças, a Síndrome de Burnout representa um sério problema de saúde mental no trabalho.
O que é Burnout?
Do ponto de vista prático, o Burnout está associado a fatores que influenciam o estado de saúde mental de um profissional e envolve situações de estresse que não foram gerenciadas com sucesso no local de trabalho.
Por que é importante sinalizar para a associação entre estresse e ambiente funcional? Isso se deve à noção de que o burnout se refere, especificamente, a fenômenos no contexto ocupacional e não deve ser aplicado para descrever vivências em outras áreas da vida. As experiências a que a síndrome se refere implicam num quadro sintomático e podem ser sintetizadas da seguinte forma:
• Sentimentos de exaustão ou esgotamento de energia
• Aumento do distanciamento mental do próprio trabalho, ou sentimentos de negativismo ou, ainda, cinismo relacionados ao trabalho
• Redução da eficácia profissional
Em síntese, o Burnout é consequência de prolongados níveis de estresse no trabalho e compreende exaustão emocional, distanciamento das relações pessoais e diminuição do sentimento de realização pessoal (Trigo, Teng e Hallak, 2007).

A Síndrome de Burnout se transformou num problema significativo de saúde mental. Também exige uma resposta importante das organizacionais em torno da saúde mental no ambiente de trabalho
O que fazer?
A psicoterapia é indicada no tratamento da Síndrome de Burnout. Em certos casos, porém, não se descarta o uso de medicamentos, entre eles antidepressivos e ansiolíticos, mediante indicação médica.
O acompanhamento psicológico é importante para que o profissional desenvolva capacidade adaptativa aos sintomas do estresse e fique menos reativo diante dos estressores, também auxilia na tomada de decisão e no entendimento da angústia, comum na síndrome.
Deve-se considerar ainda a recomendação expressa para a realização da atividade física, para aliviar e controlar os sintomas da doença.
Prevenção é o melhor remédio
Enquanto os processos individuais de tratamento são importantes como resposta, especialmente, à realidade estressora, intervenções psicossociais e organizacionais são necessárias para trabalhar as causas que levam determinados ambientes a se tornarem desencadeantes da Síndrome de Burnout. Recentemente, a Organização Mundial da Saúde e a Organização Internacional do Trabalho sinalizaram que medidas precisam ser tomadas para evitar um quadro preocupante de estresse nos ambientes laborais. Leia mais aqui!
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